Conversa com a esposa

Junho 9, 2009

Pois é, rapazeada…

Feriadão chegando, boa hora pra dar umas risadas…

O vídeo abaixo é do humorista Marco Zenni. O cara é de Curitiba, mas faz stand-up comedy pelo Brasil inteiro. É um dos melhores do país na atualidade.

O legal é que os textos dele, apesar de terem algumas piadinhas pra macho, fazem até a mulherada rachar o bico.

Aliás, um bar com um bom show de stand-up pode ser um lugar bacana pra se levar uma garota. Mas acho que isso vai render um outro post!


Read-up comedy

Junho 1, 2009

Pra quem achava que comédia stand-up só se faz com vídeo ou ao vivo, vale a pena conferir algumas histórias verídicas (ou não) do blog pessoal do Oscar Filho, aquele baixinho do CQC. Entre contos reais sobre sua vida e ironias do cotidiano, o comediante comenta, de forma tão bem-humorada quanto apresenta seus shows, os principais problemas e soluções do dia-a-dia.

Abaixo, uma das histórias que aconteceu com o rapaz quando ele tinha quinze anos. (dica: para a leitura ficar mais interessante, vale a pena ler imaginando o próprio Oscar Filho contando).

Quem se interessar, pode encontrar mais “read-up comedy” clicando aqui.

Cruj, Cruj, Cruj, Tchau!

“Na minha vida já aconteceram coisas bizarras. Elas estão resumidas na biografia do meu site. Agora eu vou destrinchar uma delas.

Aos finais de semana, eu sempre saia na pra brincar rua com uma galera lá em Atibaia. Num desses dias, estava rolando um pega pega quando, num certo momento, tudo pareceu ficar em câmera lenta. As folhas das árvores se mexiam devagar, as pessoas olhavam pra mim devagar, o som deles me chamando chegava abafado. Quando virei pro lado eu vi bem de perto um negócio grande, com dois olhos opacos, uma respiração ofegante, uns pelos na cabeça e outros maiores no queixo. Aquele rosto, aquela cara parecia um… parecia não. Era um CAVALO!

Mas ele não estava sozinho. Junto com ele, tinha uma carroça. E não era uma carrocinha, era uma daquelas com amortecedor e tudo. Aquela carroça devia alcançar uns 14 km/h. E não era só o cavalo e a carroça, tinha um homem guiando o cavalo. E ele podia ter desviado, mas veio pra cima e eu fui jogado no chão.

Só quando eu estava no chão é que eu me dei conta que uma CARROÇA estava passando por cima de mim. Nem sei como eu consegui agüentar o peso daquele negócio. A sensação de câmera lenta já tinha passado. Por que não uma Ferrari. Eu morreria, mas eu teria moral pra contar pros outros.

Pro cara da carroça tava tudo bem, afinal, ele tinha amortecedor naquele inferno. Só faltava ter airbag naquilo.

E eu ali, sem me mexer. A mãe de um dos meus amigos surgiu do nada, deu uns “tapinhas” nas minhas costas e disse:

- Pronto, pronto!

“Pronto” o que? Por que as mães têm mania de falar “pronto” quando as crianças se machucam?

Com a outra mão ela me estende um copo d’água pr’eu beber. E eu pergunto: PRA QUE um copo d’água? O que um copo d’água pode resolver na minha vida depois de uma carroça ter passado por cima de mim? Era um copo de água benta, é isso?

Daí eu ouço:

- Quer que eu te leve pro hospital?

Eu olhei pra ter certeza se era a pessoa que eu tava imaginando me oferecendo pra levar pro hospital. Sim, era o dono da carroça. Só me imagina indo pro Hospital de CARROÇA?

Levantei com uma dor incrível e vi o cavalo olhando pra mim. Me deu a impressão naquela hora que os animais riem. E parecia um riso sarcástico. Eu acho que ele achou tão engraçado o que ele tava vendo que acabou defecando de tanta excitação.

Quando eu achei que não dava pra ir além no quesito “se fuder”, o cara tira um paninho do bolso… Tipo perfex, sabe? Era pra limpar a marca do pneu da carroça do meu rosto. Aí sim ele podia usar a água do copo, mas ele preferiu umidecer dando uma cuspida no paninho!

Depois ele tirou um Gelol… de dentro de uma MALINHA DE PRIMEIROS SOCORROS DA CARROÇA. Quem anda com uma mala de primeiros socorros numa carroça? O cara era atropelador profissional só pra poder usar a malinha?

 E outra, Gelol??? Eu achando que estava com as costelas quebradas de dor e ele querendo fazer massagem?

Joguei o Gelol longe e o cara ficou puto comigo. Subiu na carroça e saiu gritando:

- Você é muito sem educação… (mandando aquele beijinho pro cavalo andar) Moleque ingrato! (outro beijinho) No meu tempo não era assim. (outro beijinho)

Meu pai foi me buscar. Demorou tanto pra me atenderem no PS que teria sido melhor eu ter ido de carroça, teriam ficado com dó de mim e me atendido mais rápido.

PS. Pronto socorro pra quem não sabe.”