Velhas Virgens: Música de Macho

Agosto 23, 2009

Uma banda que fala de sexo sem meias palavras, na linguagem rasteira e bem-humorada de uma suja conversa de bar: esses são os (as) Velhas Virgens. Há 21 anos no cenário independente do rock paulistano, o Velhas toca para um público fiel, que canta todas as músicas do começo ao fim dos shows.

Sucessos como “Abre Essas Pernas”, “Eu Bebo Sim”, “Siririca Baby” e “Só Pra Te Comer” estão na ponta das línguas, possivelmente por suas interessantes letras.

A letra abaixo é da brilhante “Toda Puta Mora Longe”:

Agora que você está saciado
A libido está descansando
Está pensando com mais clareza

Foi muito bom, muito legal
Você e ela, quantas loucuras
Fantasias satisfeitas

Melhor parar por aqui
Pague o táxi e siga seu caminho
E não esqueça do conselho do Magrão

Quem dá ajuda é pai
Quem faz caridade é monge
Não se meta a levá-la pra casa
Toda puta mora longe
Toda puta mora longe

Sim, ela foi demais
Chupou, dançou e fez strip
Gemeu, beijou e tudo mais

Ela até falou o nome de verdade
E revelou a sua idade
É bom transar despreocupado

Melhor parar por aqui
Pague o táxi e siga seu caminho
E não esqueça do conselho do Magrão

Quem dá ajuda é pai
Quem faz caridade é monge
Não se meta a levá-la pra casa
Toda puta mora longe
Toda puta mora longe


Rock Independente

Julho 3, 2009

Segue agora uma dica de música pra quem curte a cena roqueira independente.

Sem muito capital para fazer grandes investimentos, a banda de um dos membros-fundadores deste blog gravou recentemente o primeiro videoclipe de sua promissora história. Trata-se da banda Os Tobias, cujos personagens interpretaram personagens da história de Hakuna Matata, obra-prima da banda, para fazer a gravação. Quem gosta do programa Hermes e Renato (MTV) ou busca uma opção de lazer para o mundo pop/rock depois da morte do astro Michael Jackson, o clipe é uma opção interessante.

“Os seus problemas você deve esquecer…”


O homem desafiado por Shaquille O’Neal

Julho 1, 2009

Veja o vídeo abaixo.

De tão absurdo que esse cara é, Shaquille O’Neal, veterano pivô agora do Cleveland Cavaliers o desafiou a fazer apenas algumas das miraculosas cestas ou dos alley-oops (quando um dos caras passa a bola e outro vem e encesta com ela no ar – chamado também de “ponte aérea”) ao vivo.

Por meio do seu twitter (que eu acho que é esse), Shaq desafiou B. Manley, que é o cara do vídeo, a repetir alguns de seus incríveis feitos para provar que não é montagem.

Se é montagem ou não, não se sabe. Se for, é muito bem feito, assim como o vídeo do Ronaldinho chutando no travessão três vezes seguidas.

Aqui, o vídeo dos incríveis alley-oops.

E aí, o que acham? É incrível, é montagem, o que é que é?


Matanza: Música de Macho

Junho 10, 2009

“Esse é o Matanza! O mais puro hardcore! O mais puro country!”

Matanza: Música de Macho

Matanza: Música de Macho

O vocalista Jimmy London tem toda a razão quando apresenta o Matanza desse jeito.

Feios, sujos, beberrões, politicamente incorretos e de som pesado e criativo. Esse é o Matanza. Misturando rock, hard core e até metal com blues e country music americana, a banda carioca produz letras sobre faroeste, assassinatos, bebedeiras e mulheres praticamente em um universo paralelo.

Formada por Jimmy London, o “Gigante Irlandês“, de barba ruiva e mais de 1,90m, nos vocais, acompanhado de Nogueira na guitarra, China no Baixo e Jonas na bateria, a banda carioca lançou recentemente seu quinto CD e primeiro DVD ao vivo, gravado no Hangar 110 em São Paulo.

Além da pegada hardcore, com guitarra e bateria pesados e muitas vezes frenéticos, a banda vai além e mistura até o banjo em algumas músicas.

Para deixar ainda mais claro esse lado folk e country, em 2005 eles lançaram o disco “To Hell with Johnny Cash“, só com paródias de músicas do americano (dã) Johnny Cash, só que com um pouco mais de peso.

Além de “To Hell With Johnny Cash” (2005), a banda já lançou outros 4 discos: Santa Madre Cassino (2003), Música para Beber e Brigar (2003), A Arte do Insulto (2006) e MTV Apresenta Matanza (2008).

Exatamente por isso e por não se encaixar em nenhum estilo musical, foi criada uma alcunha só para o Matanza: o Country Core.

Mas além dessa pegada diferente, que na minha opinião não cansa de ouvir, o que mais impressiona são as letras. Escutando Matanza, você entra em um universo paralelo, no faroeste americano, num universo de bebidas, putaria, mulheres, tiros e brigas. É impressionante. Toda música deles que eu escuto eu imagino perfeitamente a história.

É como se esse barbudo enorme ruivo fosse um contador de histórias do western, e a guitarra, o baixo e a bateria fossem a música da dramaticidade.

Eu separei alguns vídeos da banda, que estão entre os meus preferidos. O Matanza não tem muitos clipes, então alguns links são de apresentações ao vivo ou clipes ‘caseiros’ – destaque para o do Chaves. Além disso, todas as entradas da banda nos clipes são de se mijar de rir. Aqui no blog, vocês podem conferir a música “Bom é Quando Faz Mal“, com a letra logo abaixo.

Meio Psicopata
Ela Roubou Meu Caminhão
Clube dos Canalhas
O Chamado do Bar
Estamos todos Bêbados – Chaves
Escute depois de ‘Estâmos Bêbados’ – Ressaca sem fim (feito por um fã)
Santa Madre Cassino (também feito por um fã)

Tá fazendo o que em casa?
Por acaso esta doente?
Ver TV é deprimente, não tem nada mais sem graça
Bom de noite é ir pra rua
Mesmo quando está chovendo
Eu que nunca me arrependo
Tá errado, eu tô fazendo
Vai saber o que é normal?
Só que eu posso lhe dizer:
Bom é quando faz mal

20 caixas de cerveja
Um barril de puro whisky
Quilos de carne vermelha
Fique longe não se arrisque
Não importa onde esteja
E sempre onde tem mais barulho, maior cheiro de bagulho
Disso eu me orgulho
Vai saber o que e normal?
E só que eu posso lhe dizer:
Bom é quando faz mal

Conseqüência qualquer coisa traz
Quando é bom nunca é demais
E se faz bem ou mal tanto faz, tanto faz, tanto faz

Tá fazendo o que em casa?
Por acaso esta doente?
Ver TV é deprimente, não tem nada mais sem graça
Bom de noite é ir pra rua
Mesmo quando está chovendo
Eu que nunca me arrependo
Tá errado, eu tô fazendo
Vai saber o que é normal?
Só que eu posso lhe dizer:
Bom é quando faz mal

Conseqüência qualquer coisa traz
Quando é bom nunca é demais
E se faz bem ou mal tanto faz

Se você acha que onde eu vivo é lamacento
Pro seu conhecimento para mim é como um lar
Depois que pára de chover começa o vento
E anoitece antes de qualquer outro lugar
Há quem duvide que ela não reclame disso
Por que outro motivo ela sempre acorda aqui
Vem sorridente me trazer café na cama
Tem mais de uma semana que eu não sei o que é sair

E quanto mais sujo mais ela me ama
Mais ela me quer
E quanto mais sujo mais ela me ama
Mais forte eu vejo o brilho nos olhos dessa mulher
E por aí vai!

Quanto mais feio, quanto mais sujo
Quanto mais forte o bafo
Mais ela gosta de mim